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REPORTAGEM
PARTE 9
A ESPIRITUALIDADE E A SAÚDE MENTAL
ESPIRITUALIDADE COMO ESPERANÇA
Estudante de jornalismo pela PUC-Rio e de Estatística pela UERJ, Luciana Peres, 24, convive com um transtorno ainda mais complexo. Quando cursava o terceiro ano do Ensino Médio, ficou durante três meses sem conseguir ir às aulas. Ao se encontrar com o coordenador pedagógico para uma reunião de rotina, foi perguntada se estava tudo bem e não conseguiu responder. O silêncio e o choro constante foram sinais de alerta ao profissional que acionou os pais e sugeriu que procurassem apoio psicológico para a jovem. Pouco tempo depois, viria o diagnóstico da depressão. Preocupados, seus pais mudaram algumas regras da casa. “Eu não podia ficar mais afastada, a porta do quarto sempre deveria ficar aberta, essas coisas.”, relata.
O tratamento foi um pouco tardio. A dificuldade de se adaptar em um psicólogo foi determinante para esse atraso. Em 2017, ao iniciar a consulta com um psiquiatra teve o diagnóstico alterado: era boderline. A doença tem como alguns sinais a presença do transtorno depressivo, da crise da ansiedade e da crise de pânico. A jovem tenta interpretar o seu conflito interior: “Por várias vezes eu sumo. Não atendo meus amigos, não quero ver meus amigos e aí eu fico triste porque eles não estão me chamando para sair com eles. E aí eu acabo me isolando cada vez mais com medo deles me afastarem. E isso é uma fuga da realidade. É eu não querer ver o exterior e eu só querer ficar no meu quarto, dormir e viver nesse meu mundinho. Não por se sentir vazio, mas sim, porque eu não quero que o mundo exterior me machuque.”, revela.

Luciana Peres (Foto: Arquivo pessoal)
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