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REPORTAGEM

PARTE 8

A ESPIRITUALIDADE E A SAÚDE MENTAL

O professor concorda em parte com as declarações da doutora. Seu maior ponto de divergência é com relação ao tema de que a depressão tenha uma dimensão espiritual, ele discorda disso. “Na minha concepção cristã não há doença provocada pelo espiritual. Não há uma perspectiva de algo que venha de fora, de ter dor e sofrimento nessa dimensão subjetiva. Tem em várias outras possibilidades... Mas, por exemplo, para mim e tantos outros que acreditam nessa mesma linha de interpretação do cristianismo, não há demônio que vai trazer doença. O mal ele não vem de uma forma tão individual.”, afirma.
 

O teólogo acredita na importância do profissional formado em medicina em aprender a lidar com pessoas que vivenciam as experiências religiosas as quais podem ser determinantes num processo de cura. O professor destaca que a espiritualidade pode contribuir tanto no tratamento quanto no cuidado paliativo e alerta que o médico não deve banalizar essa relação do paciente com o transcendental. “Qualquer que fosse a área da medicina, se a pessoa acredita em determinadas ações, digamos, que se relacione com o transcendente o médico não deveria banalizar. Ele tem o seu papel cientifico de cuidar do paciente. Agora, esse paciente é uma pessoa que tem os seus próprios dramas as suas próprias perspectivas de vida onde nem sempre necessariamente a ação da ciência direta, mesmo com a química, vai garantir o resultado se a pessoa também não contribuir para isso. Então, a pessoa estando bem psiquicamente, e é nesse sentido, que a espiritualidade pode ajudar.”, completa.

 Não há doença provocada pelo espiritual.

Prof. Celso Carias

00:00 / 03:10

Professor analisa os casos de depressão:

© NOSSA SAÚDE MENTAL 2019

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